quinta-feira, 31 de maio de 2012

Falando da Educação Feminina

Postagem: Marília Ribeiro de Oliveira

No III Seminário Nacional Gêneros e Práticas Culturais – Olhares diverso sobre a diferença em outubro de 2011, foi apresentado trabalho de Conceição Flores como o tema “Educação Feminina à Luz da Poesia de Diva Cunha”.

Um texto interessantíssimo, que traz à luz da discussão o tema sobre a educação feminina, a partir de uma análise de 03 poemas de Diva Cunha, são eles: “Minha mãe diz”, “A minha tia” e “A minha avó”, ancorando-se nos conceitos de Bourdieu de poder simbólico (2001) e de dominação masculina (1999).

Acesse: http://www.itaporanga.net/genero/3/02/17.pdf para uma leitura do ensaio de Conceição Flores.

Reportagem - Estudo para presidiárias em São Paulo

Postagem: Marília Ribeiro de Oliveira


Ação contra Governo Alckimin exige estudo para presidiárias

A ação foi ajuizada em 1ª Instância na Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo para exigir do governo estafual de São Paulo a garantia do direito à educação para as internas do maior presídio feminino do estado, a penitenciária de Santana na zona norte da capital.
Rafael Custódio, coordenador do Programa de Justiça da Conectas, uma das organizadoras da ação, ressaltou que é função do Estado garantir educação para as detentas que têm interesse em estudar. “As presas que tiverem interesse se matriculam e não perdem no tempo de prisão o estudo que poderiam ter fora dali.”
Reportagem: 03 de maio de 2012 - 18h18
Acesse site:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=182353&id_secao=10 para ler a reportagem na íntegra.

Conceitos - Módulo 5/Unidade 4

Por Marília Ribeiro de Oliveira

Interações Sociais – prática na qual os indivíduos constroem e desenvolvem ações culturais localizadas espacial e temporalmente, atuando como agentes, que produzem e incidem na vida em sociedade.

Gestor (a) - é um agente social e formulador (a) de política pública, estando submetido (a) a algumas exigências pertinentes ao cargo, mas, também são cidadãos/cidadãs que ocupam uma posição singular e tem a capacidade de perceber, criticar, reivindicar e, ao mesmo tempo, têm o privilégio de operar no âmbito de uma organização, com vistas ao atendimento das demandas sociais que se apresentam.

Planejamento – configura-se como a possibilidade de estabelecer um caminho para a ação, fixar os objetivos a serem alcançados, calcular as atividades e os meios para torná-los possíveis em determinado intervalo de tempo.

Cultura democrática – é aquela caracterizada pelo aperfeiçoamento de práticas adequadas, voltadas para o processo de tomada de decisão, sendo que faz se necessário à utilização de alguns elementos para a sua construção. Elementos estes destacados como sendo o compromisso ético, o perfil do gestor (a) e o conhecimento do contexto a qual está inserido.

Compromisso ético – seu entendimento dentro da perspectiva do módulo vai além de ser apenas um conjunto de valores morais fundados na lisura e na honestidade, mas como uma atitude de comprometimento da/o gestora/o com os resultados efetivos das ações, com as expectativas do público-alvo e, ainda, com a transformação positiva das condições sociais.

Perfil do (a) gestor (a) – refere-se ao processo de busca de uma visão crítica, com interrogação continua sobre o sentido de seu agir, em condições de explicitar os problemas que possam surgir no decorrer do processo.

Cultura da gestão – conhecimento do contexto de intervenção, abordado como condição intrínseca ao papel do/a gestor/a e elemento imprescindível à realização de seu planejamento.

Diagnóstico – consiste na análise da situação-problema ou da realidade sobre a qual se pretende atuar. Essa análise subsidia a formulação de todas as etapas do projeto.

Focalização – é mais um dos critérios utilizados para formular projetos, pois recorta com maior precisão os/as reais beneficiários/as diretos/as do projeto. Entendido também, como uma atuação direcionada ao público-alvo estabelecido, atentando para as distintas particularidades e especificidades, em nosso caso, das mulheres.

Avaliar – é um ato dentro de projeto, que possibilita não apenas conhecer a dimensão das condições já existentes, como também propicia saber quais meios serão necessários para atingir os objetivos esperados.

Plano de trabalho – pode ser considerado como uma ação que identificará para o projeto a carência de recursos humanos, materiais e financeiros dando apontamento para sanar essas carências, seja com capacitação da equipe envolvida, seja mediante contratação de profissionais especializados antes do desenvolvimento das atividades previstas no projeto.

Projetos sociais – constituem uma forma de organizar ações para transformar determinada realidade social; são construções de um grupo de pessoas que deseja transformar boas ideias em boas práticas.

Projeto - é a unidade mínima de destinação de recursos que, por meio de um conjunto integrado de atividades/ações, pretende transformar uma parcela da realidade, suprindo uma carência ou alterando uma situação-problema.

LDO – a lei de diretrizes orçamentárias tem a finalidade de orientar a elaboração dos orçamentos fiscal e da seguridade social e de investimento das empresas estatais.

Lei Complementar 101 de 04/05/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) - estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, que pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e se corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e a condições no que tange à renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária e operações de crédito.

Lei 9.790 de 23/03/1999 e Decreto 3.100 de 30/06/1999 - regulamentam a Lei nº 9.790 que dispõem sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, instituem e disciplinam o Termo de Parceria e dão outras providências.

Metas item necessário para atingir objetivo de um projeto. As metas geralmente trazem números, porcentagens e prazos a serem atingidos, com conteúdos quantitativos e qualitativos.

Etapas a etapa organiza o que será desenvolvido, e estabelece as prioridades de execução das diferentes partes até que se complete o todo e se realize a meta.

Monitoramento – é um processo permanente de coleta, análise e sistematização de informações e de verificação do andamento de um programa, em comparação com o desempenho pretendido.

A Portaria Interministerial nº 127, de 29 de maio de 2008 – é aquela que dispõe sobre as normas relativas às transferências de recursos da União, por meio de Convênios, Termos de Parceria, Termos de Cooperação – no caso das Instituições Federais – e Contrato de Repasse.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ficando por dentro das ações da SPPM

Programa Pró-equidade de Gênero e de Raça, uma iniciativa que busca promover a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Confira os objetivos e as ações!

Por Maria Dalva Pereira de Souza

Raça e Gênero influenciam avaliação sobre a liderança.

Sendo o Brasil signatário da convenção nº 111 da OIT, estejamos atentos à permanência das desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho.



Por Maria Dalva Pereira de Souza

Proposições Legislativas para uma Educação Inclusiva

Por Maria Dalva Pereira de Souza
Contribuições do Observatório de Gênero

As proposições servem para a observância das políticas públicas com transversalidade na educação

domingo, 1 de abril de 2012

Poesia - Cordel dos Direitos Humanos postado por Ednéia Monteiro de Oliveira

CORDEL DOS DIREITOS HUMANOS

O pensamento humanitário,
Produziu transformação,
Para o direito fundamental,
Do homem ou cidadão.
Americanos e franceses,
Formalizam declaração.

Revolução do século dezoito,
Vêm suscitar e favorecer,
Os ideais filosóficos,
De Rosseau a Montesquieu,
Os quais contribuíram,
Pró-movimento crescer.

A declaração da França,
Foi universalizante,
A iniciativa popular,
Foi sua representante,
Hoje serve de modelo,
Um documento marcante.

A concepção francesa,
Era da individualidade,
Mas num estilo lapidar,
Enfatiza a liberdade,
A igualdade e o legal,
E ainda a propriedade.

A burguesia liberal,
Ajudou a revolução,
Pois o absolutismo,
Tinha a dominação,
Mais adiante porém,
Promoveu a opressão.

O progresso industrial,
Acentua desigualdade,
O trabalhador explorado,
Ficou sem propriedade,
E sem salário condigno,
Aumentou a gravidade.

Nesse quadro avassalador,
Surge Marx o cientista,
Criticando a igualdade,
Feita por capitalista,
Discutiu essas idéias,
No manifesto comunista.

A concentração de riquezas,
Na mão duma minoria,
É o que provoca a miséria,
De toda uma minoria,
Pra dividir esse bolo,
Só com muita rebeldia.

Assim continua o homem,
Em busca da perfeição,
Pouco se preocupando,
Com a humanização,
Apesar das deficiências,
Temos a Declaraçao.

No ano de quarenta e oito,
Dia dez, mês do natal,
A Assembléia da ONU,
De modo universal,
Aprova os direitos do homem,
Pra cumprimento integral.

Pelo artigo primeiro,
Somos iguais em dignidade,
Direitos e nascemos livres,
Pra agir com fraternidade,
Fico triste em lhes falar,
Que não é a realidade.

O segundo manda gozar,
Do direito e da liberdade,
Sem utilizar distinção,
De raça, cor, religiosidade,
Opinião, política, riqueza...
Será que isso é verdade?

As palavras do terceiro,
Nos diz o essencial,
Todos têm direito a vida,
A segurança pessoal,
E ainda a liberdade,
Bonito! Mas irreal.

O quarto é enfático,
Proíbe a escravidão,
Só que os juros pagos,
Pra manter globalização,
Está nos deixando servos,
Eternizando a prisão.

Quinto vem ser o artigo,
Que não deixa torturar,
Condena-se a polícia,
Sem antes observar,
Que a maior violência,
É não poder se educar.

O sexto nos informar,
Que o homem tem direito,
Perante a lei do mundo,
Ser tratado com respeito,
Mas países descumprem,
A regra deste preceito.

No sétimo somos iguais,
Não havendo distinção,
Diante a lei e o direito,
Desses temos proteção,
O forte ainda consegue
Manter discriminação.

O oitavo nos ensina,
A procurar os tribunais,
Contra os atos que violem,
Os direitos fundamentais,
Mas a suntuosa justiça,
Pouco tem sido eficaz.

Ninguém, pelo artigo nono,
Será preso ilegalmente,
Detido ou exilado,
Se arbitrariamente,
O descumprido é flagrante,
Analise historicamente!

O artigo dez não inventa,
Diz o fundamental,
Igualmente temos direito,
A uma justiça imparcial,
Tem país que ainda julga,
Sem uma defesa legal.

Pelo onze não se acusa,
Sem devido processo legal,
Tudo está previsto,
Na lei de cada local,
Mas inocentes são vítimas,
Do bombardeio fatal.

Na regra do artigo doze,
Não haverá interferência,
Na vida privada no lar,
Ou numa correspondência,
Essas normas são violadas,
Até com muita insistência.

Fala o treze da liberdade,
De locomover e morar,
Dentro de um território,
Podendo sair e retornar,
Mas existem ditaduras,
Que persistem em violar.

O quatorze da direito,
A vítima de perseguição,
Que pode procurar asilo,
Em seja qual for a nação,
Muitos países descumprem,
E não dão essa proteção.

Pelo quinze fazemos jus,
A uma nacionalidade,
Não podemos ser privados,
Dessa legal faculdade,
Podendo até mudá-la,
Se houver necessidade.

O dezesseis nos ensina,
Que maiores de idade,
Podem contrair matrimônio,
Por espontânea vontade,
O duro é manter a família,
Agregando-a a realidade.

O dezessete vem tratar,
Do direito à Propriedade,
A qual não se deve violar
Pela arbitrariedade,
Poucos são donos de tudo,
Muitos na precariedade.

Pelo dezoito somos livres,
Pra refletir e pensar,
De cultuar religião,
Quando nela acreditar,
Cristãos, judeus e outros,
Teimam em se digladiar.

O dezenove complementa,
A idéia do anterior,
Expressaremos opiniões,
Seja em que lugar for,
Se não houver embaraços,
Com prepotente ditador.

O artigo vinte agrega,
Liberando reunião,
Podemos pacificamente,
Criar associação,
Mas os ricos liberais,
Preferem desunião.

O vinte e um nos indica,
Que podemos governar,
Escolhendo representantes,
Ou se um pleito conquistar,
Mas voto é mercadoria
E só ganha marajá.

Pretende o vinte e dois,
Dá segurança social,
A que fazemos jus,
Pelo esforço nacional,
Mas educação e saúde,
Estão num plano orbital. .

Pelo artigo vinte e três,
O homem deve trabalhar,
Ter remuneração decente,
E sindicato organizar,
Os projetos globalizantes,
Querem com isso acabar.

É no vinte e quatro,
Que podemos repousar,
Ter lazer, férias com grana,
E na Europa passear,
Um sonho do operário,
Que mal pode se alimentar.

É direito no vinte e cinco,
Ter padrão de vida real,
Alimentar-se, morar bem,
Ter um bem-estar social,
O difícil é ter acesso,
Ao que é fundamental.

Agora pelo vinte e seis,
Tenho que ter instrução,
Pra compreender a miséria,
E debater a questão,
O poder sabendo disso,
Destrói a educação.

O artigo vinte e sete,
Vem nos dá a proteção,
Sobre o que se produz,
Pra cultura da nação,
O nosso direito autoral,
Não esboça reação.

O vinte e oito se apega,
Na ordem sócio-global,
Pra que o estabelecido,
Realize-se no total,
O preceito é coerente,
Mas não cumprem no final.

Prevê o vinte e nove,
A nossa obrigação,
De respeitarmos as leis,
E também o nosso irmão,
No entanto há violência,
Por faltar compreensão.

Chego no artigo trinta,
Vejo nele a previsão,
Que nenhum dispositivo,
Da presente declaração,
Seja porém destruído,
Por revoltosa nação.

Analisei as premissas,
Dos direitos fundamentais,
Mostrei a Declaração,
Nos seus aspectos formais,
Dissequei todos artigos,
Fazendo críticas leais.

O homem sempre lutou,
Pra reaver seu direito,
A história mostra isso,
De modo muito perfeito,
Mas apesar do progresso,
Persistimos no defeito.

Fiz um breve retrospecto,
Do que é primordial,
Para que o homem viva,
Na sociedade ideal,
Espero que no futuro,
Não existe desigual.

Tenho medicação certa,
Pra que todos vivam bem,
Acabe com a ganância,
Divida o que você tem,
Pois na vida espiritual,
Não precisará de vintém.

Dedico esse trabalho,
A quem nele acreditar,
A Deus referencio,
Por ele me ajudar,
A Terra será um éden,
Quando povo se agregar.


Editado pelo Projeto Mandacaru de Literatura de Cordel.
Site: http://www.prof2000.pt/users/filipe/pessoa/social/DH_poesia.htm

Em 15 dias mais de 3 mil pessoas se inscreveram no “Minha Casa, Minha Vida” em Colatina


16/03/2012 - Na próxima etapa, a Caixa Econômica vai selecionar as famílias que se enquadram no perfil do programa. Para este ano estão previstas mais 800 unidades
Se encerram nesta sexta-feira (16) as inscrições para o Programa “Minha Casa, Minha Vida” em Colatina, que estavam abertas desde o último dia 5. Segundo levantamento preliminar, realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, foram mais de 3 mil inscritos durante as duas semanas de atendimento.
Os inscritos desta etapa serão somados aos outros 5 mil pessoas que se inscreveram em 2009, resultando assim, em aproximadamente 8 mil famílias que concorrem nas próximas entregas, previstas ainda para este ano. O “Minha Casa, Minha Vida” é desenvolvido por meio de uma parceria entre os Governos Federal e municipal.
Segundo a Secretaria, estão previstas para 2012, a entrega de 881 unidades, sendo, 551 no Parque das Águas; 104 no Residencial Nilson Soela I; e 226 no Residencial Nilson Soela II. As casas serão entregues com aquecedor solar (que aproveita o calor do sol para aquecer a água) e cobertura isotérmica (que ameniza a temperatura no interior da casa).
As inscrições agora serão encaminhadas à Caixa Econômica Federal que irá realizar a seleção das famílias que se enquadram no perfil do programa. Terão prioridade as famílias residentes em áreas de risco, insalubres ou que tenham sido desabrigadas, famílias que tenham mulheres como responsáveis pelo núcleo e as que tenham um dos membros com deficiência física ou mental.
Para o Prefeito Leonardo Deptulski a entrega dessas casas significa um avanço habitacional no município. “Com o Programa nós permitimos que as pessoas mais carentes tenham acesso a uma moradia digna. Queremos entregar ainda nesse ano mais de 800 unidades visando à redução do déficit habitacional que ainda existe. Queremos dar melhores condições de vida aos colatinenses”, finalizou Leonardo.

Fonte: PMColatina

Políticas Públicas para mulheres detentas

"Mulheres cuidando de Mulheres” este é o nome do projeto desenvolvido pelo Creas/Paefi (Centro de Referência Especializado da Assistência Social e Proteção e Atendimento Especializado à Famílias e Indivíduos). Retirado do site da Prefeitura de Colatina

http://http//www.colatina.es.gov.br/noticias/mostrar_noticia.php?area=assis&materia=4068

Por Eudes da Silva Gomes

Pronaf Mulher


Conheça mais o Pronaf Mulher - BNDES pelo link.

Observatório de Gênero

 
http://www.observatoriodegenero.gov.br/